
Após concluir o bacharelado em Belas Artes na Universidade de Bogotá, em 1980, viajou para Nova York, onde concluiu seu mestrado na Universidade de Nova York. Em seguida, retornou a Bogotá e tornou-se professora na Universidade Nacional da Colômbia. Em suas instalações são frequentes os objetos cotidianos, como móveis de madeira e peças de vestuário.
A obra de Doris Salcedo parte da memória da violência política. Dá forma à dor, ao trauma e à perda, criando um espaço para o luto individual e coletivo. Esses temas poderiam relacionar-se à sua história pessoal, já que membros de sua família estavam entre os muitos desaparecidos no conflito colombiano, mas restringir a significação de seu trabalho às circunstâncias específicas de seu país seria mero reducionismo. Doris Salcedo aborda o esquecimento e a memória nas suas instalações. Em obras como Unland: A túnica do órfão (1997), e a série Casa viúva (1990), Salcedo transforma objetos corriqueiros, como cadeiras e mesas, em memoriais para as vítimas da guerra civil na Colômbia.
Salcedo utiliza o espaço da galeria ou de lugares públicos para criar arte e ambientes que são politicamente e historicamente carregados. A 6 e 7 de novembro (2002) foram realizados 17 anos após a violenta tomada do Palácio de Justiça, em Bogotá, que ocorreu ao longo dos dias 6 e 7 de novembro de 1985. Ao longo de 53 horas (a duração do cerco original), cadeiras de madeira desciam em movimento lento, quase imperceptível, pela fachada do edifício. Foi a criação de "um ato de memória".
Prémios:
Solomon R. Guggenheim Foundation Grant (1995). The Ordway Prize, from the Penny McCall Foundation (2005). Commission from Tate Modern, London (2007). Velázquez Visual Arts Prize (2010). Hiroshima Art Prize (2014). Inaugural Nasher Prize for sculpture (2015)
Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Doris_Salcedo

