domingo, 23 de outubro de 2016

Doris Salcedo

Doris Salcedo nasceu em Bogotá em 1958, vive e trabalha em sua cidade natal, Bogotá. É uma das artistas colombianas de maior reconhecimento internacional.

Após concluir o bacharelado em Belas Artes na Universidade de Bogotá, em 1980, viajou para Nova York, onde concluiu seu mestrado na Universidade de Nova York. Em seguida, retornou a Bogotá e tornou-se professora na Universidade Nacional da Colômbia. Em suas instalações são frequentes os objetos cotidianos, como móveis de madeira e peças de vestuário.

A obra de Doris Salcedo parte da memória da violência política. Dá forma à dor, ao trauma e à perda, criando um espaço para o luto individual e coletivo. Esses temas poderiam relacionar-se à sua história pessoal, já que membros de sua família estavam entre os muitos desaparecidos no conflito colombiano, mas restringir a significação de seu trabalho às circunstâncias específicas de seu país seria mero reducionismo. Doris Salcedo aborda o esquecimento e a memória nas suas instalações. Em obras como Unland: A túnica do órfão (1997), e a série Casa viúva (1990), Salcedo transforma objetos corriqueiros, como cadeiras e mesas, em memoriais para as vítimas da guerra civil na Colômbia.
Resultado de imagem para doris salcedo chairsSalcedo utiliza o espaço da galeria ou de lugares públicos para criar arte e ambientes que são
politicamente e historicamente carregados. A 6 e 7 de novembro (2002) foram realizados  17 anos após a violenta tomada do Palácio de Justiça, em Bogotá, que ocorreu ao longo dos dias 6 e 7 de novembro de 1985. Ao longo de 53 horas (a duração do cerco original), cadeiras de madeira desciam em movimento lento, quase imperceptível, pela fachada do edifício. Foi a criação de "um ato de memória".
Prémios:
Solomon R. Guggenheim Foundation Grant (1995). The Ordway Prize, from the Penny McCall Foundation (2005). Commission from Tate Modern, London (2007). Velázquez Visual Arts Prize (2010). Hiroshima Art Prize (2014). Inaugural Nasher Prize for sculpture (2015)

Fontes:  https://en.wikipedia.org/wiki/Doris_Salcedo

Joseph Beuys

Joseph Heinrich Beuys nasceu em Krefeld a 12 de maio de 1921 e morreu em  Düsseldorf a 23 de janeiro de 1986. Foi um artista alemão que produziu em vários meios e técnicas, incluindo escultura, fluxus, happening, performance, vídeo e instalação. É considerado um dos mais influentes artistas alemães da segunda metade do século XX.
Beuys nasceu em Krefeld e cresceu em duas pequenas localidades da região, Kleve e Rindern. Ele travou algum contato com a arte na juventude, tendo visitado o ateliê de Achilles Moorgat em várias ocasiões, mas decidiu seguir carreira em medicina. Entretanto, com a Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Força Aérea Alemã (Luftwaffe).
Diz-se que a predominância de feltro e gordura na obra de Beuys é devida a um incidente ocorrido na guerra. Beuys foi alvejado e o seu avião caiu durante uma missão na Criméia e ele acabou por ser resgatado por tártaros. Ele teria sido salvo ao ter sido tratado com ervas e recoberto por feltro e gordura. Não se sabe se essa história é verdadeira, mas agora ela já faz parte do mito que cerca a figura de Beuys.
Depois da guerra, Beuys concentrou-se na arte e estudou na escola de arte de Düsseldorf de 1946 a 1951. Nos anos 1950, dedicou-se principalmente ao desenho. Em 1961, tornou-se professor de escultura na academia, mas acabou por ser demitido do seu posto em 1972, depois de insistir que as suas aulas deviam ser abertas a qualquer interessado. Seus alunos protestaram, e assim ele pôde manter seu ateliê na escola, mas não recuperou as aulas.
Em 1962, Beuys conheceu o movimento Fluxus, e as performances e trabalhos multidisciplinares do grupo - que reuniam artes visuais, música e literatura - inspiraram-no a seguir uma direção nova também voltada para o happening e performance. A sua obra tornou-se cada vez mais motivada pela crença de que a arte deve desempenhar um papel ativo na sociedade.
Em 1979, uma grande retrospectiva da obra do artista foi exibida no Museu Guggenhein de Nova York.
Beuys morreu de insuficiência cardíaca, em 1986.

Hannah Höch

Resultado de imagem para hannah hochHannah Höch, nasceu em Gota, Alemanha a 1 de Novembro de 1889 e morreu em Berlim na Alemanha a 31 de Maio de 1978. Foi uma das mais importantes representantes do movimento dadaísta e precursora da fotomontagem.
De 1912 a 1914, estudou no Colégio das Artes em Berlim, sobre a orientação de Harold
Bergen. Estudou desenho em vidro e artes gráficas. Em 1915, Hannah começou uma influente relação com Raoul Hausmann, membro do movimento Dada de Berlim, e já em 1919 estava totalmente envolvida com o Dadaísmo, colaborando com suas publicações e tornando-se pioneira na arte da fotomontagem. Sua primeira exposição importante foi organizada em conjunto com outros artistas dadaístas alemães, em Berlim. No ano de 1920 mudou-se para Roma e depois para Praga, onde participou das manifestações dadaístas. Mais tarde, em Paris, fez amizade com Mondrian. Hannah passou os anos do Terceiro Reich na Alemanha, tentando permanecer quieta e no plano de fundo. O nacional-socialismo incluiu-a na lista dos "artistas degenerados", e só em 1946 pôde expor novamente em seu país. Casou, em
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1938, com o homem de negócios e pianista Kurt Matthies, divorciando-se em 1944. Embora, durante a sua vida, o seu trabalho nunca tivesse sido verdadeiramente aclamado, ela continuou a produzir as suas fotomontagens e a exibi-las até à data da sua morte.
Hannah refletiu em suas obras a justaposição entre a mulher alemã moderna e a mulher alemã colonial. Ao fazê-lo desafiou as representações culturais das mulheres, levantando questões relativamente à sexualidade das mulheres e aos seus papéis de gênero na nova sociedade. Com as suas imagens Höch abordou os medos, possibilidades e as nova
s esperanças para as mulheres na Alemanha moderna.

''Das Album'' de Höch é um álbum com pouco mais de 100 páginas, no qual colou 421 fotografias de revistas e jorna
is. Não é um exercício de fotomontagem, como tal, quase todas as imagens estão intactas, e a intensidade visual do livro é principalmente uma questão de como eles colidem e rimam em página dupla se espalha. Ela empresta liberalmente de fotografias de moda, retratos de estrelas de cinema, estudos de arquitectura e close-ups de história natural. As pernas dos dançarinos e ginastas nuas assemelham-se a ninhos de andaimes e as formas finas de fotografias da planta de Karl Blossfeldt; cães e gatos de olhares deslumbrados como estrelas de Hollywood e estadistas pomposas. Isso é argumentado que o álbum foi um repositório para motivos ser empregado mais tarde nas suas fotomontagens, mas o efeito é na verdade de uma obra totalmente alcançada, em que as formas e imagens da média de massa fundem ao entrelaçarem-se em um todo exótico.

fontes: http://0black0acrylic.blogspot.pt/2014/04/hannah-hoch-album.html
                            https://pt.wikipedia.org/wiki/Hannah_H%C3%B6ch