Provavelmente o último encontro de USK do ano! Muito interessante. Apesar de já ter visitado o Núcleo de Santo André antes, sempre se aprende algo novo!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Christian Boltanski
Christian Boltanski nascido em Paris a 6 de Setembro de 1944 é um pintor, artista plástico, escultor e fotógrafo francês.Christian Boltanski é um artista multifacetado, cujas obras centram-se na sua vida pessoal (verdadeira ou fictícia), mas também nas questões da memória, identidade, ausência, perda ou morte. O seu trabalho lida com o reposicionamento da identidade e da reavaliação do percurso de vida individual perante momentos históricos de grande impacto civilizacional. A memória histórica do Holocausto é o tema de trabalhos como Les Archives (Os arquivos), que apresentou na Documenta de Kassel em 1987, e em instalações como Autel De Lycée Chases (Altar ao Liceu de Chases), 1988, que inclui fotografias de crianças judias vítimas do genocídio, ou Réserve [Reserva], 1990, onde acumulações de roupa usada evocam as imagens dos campos de concentração.
Christian Boltanski foi o artista que representou a França na Bienal de Veneza de 2011.
Boltanski começou a criar arte na década de 1950, mas não se levantou à proeminência até quase uma década mais tarde através de alguns filmes de curta, avante-garde e alguns publicados cadernos em que se referenciado à sua infância.
Em 1986, Boltanski começou a criar instalações de media mista/materiais com luz como conceito essencial. Caixas de lata, construções parecidas a altares em fotografias manipuladas e emolduradas (por exemplo, escola de perseguições, 1986-1987), fotografias de estudantes judeus levados em Viena, em 1931, usado como uma forte lembrança do assassinato em massa de judeus pelos nazis, todos esses elementos e materiais utilizados na sua obra são usados para representar a contemplação profunda sobre reconstrução do passado. Ao criar a Reserva (exposição na Basileia, Museu Gegenwartskunst, 1989), Boltanski encheu salas e corredores com itens de vestuário usado como uma forma de incitar a profunda sensação de tragédia humana nos campos de concentração. Como nos seus trabalhos anteriores, objetos servem como lembretes implacáveis da experiência humana e do sofrimento. A sua obra, monumento (Odessa), usa seis fotografias de alunos judeus em 1939 e luzes para se assemelharem a velas Yahrzeit para homenagear e lembrar os mortos. "O meu trabalho é sobre o facto de morrer, mas não é sobre o Holocausto em si."
Além disso, a sua enorme instalação intitulada "No Man's Land" (2010), no Park Avenue Armory em Nova York, é um grande exemplo de como as construções e instalações traçam a vida do perdido e esquecido.
Christian Boltanski tem participado em mais de 150 exposições de arte em todo o mundo. Entre outros, teve exposições individuais no novo Museu (1988), o Kunstmuseum Liechtenstein, Magasin 3 em Estocolmo, a Galeria de La Maison Rouge, Institut Mathildenhöhe, Kewenig Galerie, o Musée d'Art et história du Judaïsme e muitos outros.
De1 de Julho a 25 de Setembro de 2011, o Museu Es Baluard (Mallorca, Espanha) exibiu "Assinaturas", a instalação que Christian Boltanski concebe especificamente para Es Baluard e que está focada na memória dos trabalhadores que, no século XVII, construíram as paredes do Museu.
Em 2002, Boltanski fez a instalação "Totentanz II", uma instalação de sombra com figuras de cobre, para o centro subterrâneo para internacional luz arte (CILA) em Unna, Alemanha
fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Christian_Boltanski
fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Christian_Boltanski
Bruno Munari e os pré livros
Bruno Munari revolucionou a linguagem do livro quando o encarou como objeto capaz de comunicação, independente dos textos. O que era comum, segundo o autor, era avaliar a importância do livro através do seu texto literário e debater o seu género, sem considerar a potencialidade dos outros elementos que definem um livro, como: papel, encadernação, tipo de tinta,caracteres gráficos etc. Exceto no caso de edições especiais, o papel do livro era utilizado apenas como suporte do texto, e não para comunicar algo além do óbvio do seu uso.
Munari defende que a experimentação é o caminho para conhecer as possibilidades de comunicação dos materiais que compõem um livro. Assim, nasce o termo “pré livro”, que o autor usa para definir seus projetos de livros que utilizam apenas da visualidade dos recursos gráficos, sem utilizar nenhum texto.
Os primeiros pré livros, feitos com diferentes materiais, foram expostos pela primeira vez em Milão, na livraria Salto, em 1950, em exemplares feitos à mão. Um desses livros foi editado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1967
Munari defende que o interesse pelo livro e pela leitura começa na primeira infância, quando o individuo começa a formar sua inteligência. Portanto, segundo o autor, se a criança é exposta a livros que geram apenas aborrecimentos, as chances dela se transformar num adulto que não gosta de ler, são muito grandes.
A criança aprende não apenas com a visão e a audição,mas por meio de todos seus receptores sensoriais. Assim, Munari reconheceu a possibilidade do livro como objeto sensorial e desenvolveu livros pequenos com materiais, tamanhos, cores e encadernações diversas. Criou, o que denominou de pré-livro: o autor desenvolveu um conjunto de livros em que a colocação da mensagem do livro era sempre simétrica e, seja por qual lado fosse iniciada a leitura, o conteúdo não perderia sua lógica.
Bruno Munari, com a sua metodologia de projeto, viu a potencialidade de um objeto e transformou-o completamente. O seu projeto compreende que o saber não deve ser autoritário e o livro não deve intimidar o pequeno leitor, muito menos virar uma obrigação chata em sala de aula. Questionar as funções de um objeto faz-nos ver além do uso raso que nos é tão habituado e explorar diversas possibilidades

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Munari
https://medium.com/@carolinaferreira/munari-livro-ileg%C3%ADvel-e-pr%C3%A9-livro-3c65b53a54e1#.bel37njbp
domingo, 11 de dezembro de 2016
David Rumsey
Rumsey tem um Bachelor of Arts e um mestrado em belas artes pela Universidade de Yale, foi o membro fundador da Yale Research Associates em artes, também conhecido como PULSA, um grupo de artistas que trabalham com tecnologias electrónicas. Ele também foi um iniciador na sociedade Skull and Bones, antes de se tornar diretor associado da sociedade americana de artes orientais, em São Francisco. Mais tarde, entrou numa carreira de desenvolvimento imobiliário e finanças que durou 20 anos. Durante esta teve uma longa associação com a Charles Feeney's General Atlantic Holding Company of New York e serviu como presidente e diretor de várias das suas subsidiárias de imóveis; A General Atlantic tornou-se eventualmente na Atlantic Philanthropies, uma Bermuda baseada na fundação filantrópica que é uma das maiores instituições de caridade do mundo.
Rumsey foi um professor de arte na Yale School of Art durante vários anos. Ele lecionou amplamente sobre seu trabalho de biblioteca online, incluindo palestras na biblioteca do Congresso, New York Public Library, Federação de Biblioteca Digital, Universidade de Stanford, Universidade de Harvard, Where 2.0, O'Reilly Open Source Convention, e em conferências em Hong Kong, México, Japão, Reino Unido e Alemanha.Rumsey recolheu desde o início dos anos 1980, quase 150.000 mapas do século XIX e XVIII - América do Norte e do Sul. A coleção também apresenta mapas do mundo que incluem Atlas, globos, geografias de escola e cartas marítimas. A coleção está disponível em seu site para visualização gratuita.
A coleção inteira agora está hospedada no centro de mapas de David Rumsey que abriu a 19 de Abril
de 2016 na Bing Wing of Green Library, Universidade de Stanford. O centro contém mapas raros e Atlas, além de telas interativas de alta resolução para a visualização de cartografia digital. O site davidrumsey.com continua como um recurso separado do público.
fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/David_Rumsey
sábado, 3 de dezembro de 2016
Medeiros Cabral
Foi um processo demorado mais finalmente está terminado!
Este ano foi a 5º Edição do Prémio de Artes Visuais Medeiros Cabral. Para o tema deste ano, que era ''A comunicação global e o quotidiano'', escolhi usar o conceito da música. Tanto a música como todas as outras artes são uma linguagem universal, mas esta foi a que achei a mais interessante de adicionar à minha obra.
Apesar de a música ser, como já disse antes, uma linguagem universal, nem toda a gente tem a capacidade de ouvir, por isso não me limitei simplesmente a construir algo que reproduzi-se som, mas que também transmitisse as vibrações da melodia. Uma escultura inspirada na obra de Santa Rita Pintor, ''Cabeça futurista'' que reproduz uma melodia original minha e ao mesmo tempo tem a capacidade de transmitir as vibrações para o publico ao toque.
Comecei com uma estrutura de arame oval. Atei todos os cabos uns aos outros para ficarem mais firmes e, depois, com liga de gesso comecei a revestir o ''esqueleto'' da minha escultura. Como não usei rede, tive que recorrer à gravidade para lhe dar volume.
Depois da figura estar completamente revestida e com gesso o suficiente para ficar com a durabilidade e a resistência necessárias, comecei a trabalhar no resto das peças, que serão adicionadas mais tarde.
Comecei por pegar num pedaço de cartão e desenhar a obra original. De seguida cortei o desenho aos pedaços e fiz uma espécie de puzzle com eles. Por fim, revesti-os com gesso.
Fui obrigada a dobrar algumas das peças para depois
conseguir dar à obra mais um aspeto mais tridimensional.
Para o próximo paço tive que recorrer de novo ao gesso para poder posicionar as peças na ''cabeça''. As peças ficaram fixas e resistentes na figura e esta ficou com um ar tridimensional.
Infelizmente não foi possível usar todas as peças, porque a figura iria ficar com um aspeto muito pesado.
Após ter o essencial montado, tive que pintar a escultura. Por isso revesti-a com um bege/creme e de seguida aproveitei o relevo do gesso e passei ao leve tinta preta. Pintei algumas das peças da figura para lhe dar dinâmica e para contrastar com o resto da peça.
A música foi trabalhada em casa enquanto o resto do projeto era realizado maioritariamente na escola.
Como último paço, foram soldados três ferros de modo a criarem um tripé onde se assenta a figura, e foi ainda adicionado um fio entrelaçado nos três ferros uma lata pintada a preto (ambos com o seu devido significado) para elevar a coluna sonora para que o som e as vibrações se consigam ouvir e sentir na escultura.
Este ano foi a 5º Edição do Prémio de Artes Visuais Medeiros Cabral. Para o tema deste ano, que era ''A comunicação global e o quotidiano'', escolhi usar o conceito da música. Tanto a música como todas as outras artes são uma linguagem universal, mas esta foi a que achei a mais interessante de adicionar à minha obra.
Apesar de a música ser, como já disse antes, uma linguagem universal, nem toda a gente tem a capacidade de ouvir, por isso não me limitei simplesmente a construir algo que reproduzi-se som, mas que também transmitisse as vibrações da melodia. Uma escultura inspirada na obra de Santa Rita Pintor, ''Cabeça futurista'' que reproduz uma melodia original minha e ao mesmo tempo tem a capacidade de transmitir as vibrações para o publico ao toque.
Comecei com uma estrutura de arame oval. Atei todos os cabos uns aos outros para ficarem mais firmes e, depois, com liga de gesso comecei a revestir o ''esqueleto'' da minha escultura. Como não usei rede, tive que recorrer à gravidade para lhe dar volume. Comecei por pegar num pedaço de cartão e desenhar a obra original. De seguida cortei o desenho aos pedaços e fiz uma espécie de puzzle com eles. Por fim, revesti-os com gesso.
Fui obrigada a dobrar algumas das peças para depois
conseguir dar à obra mais um aspeto mais tridimensional.
Para o próximo paço tive que recorrer de novo ao gesso para poder posicionar as peças na ''cabeça''. As peças ficaram fixas e resistentes na figura e esta ficou com um ar tridimensional.
Após ter o essencial montado, tive que pintar a escultura. Por isso revesti-a com um bege/creme e de seguida aproveitei o relevo do gesso e passei ao leve tinta preta. Pintei algumas das peças da figura para lhe dar dinâmica e para contrastar com o resto da peça.
A música foi trabalhada em casa enquanto o resto do projeto era realizado maioritariamente na escola.Como último paço, foram soldados três ferros de modo a criarem um tripé onde se assenta a figura, e foi ainda adicionado um fio entrelaçado nos três ferros uma lata pintada a preto (ambos com o seu devido significado) para elevar a coluna sonora para que o som e as vibrações se consigam ouvir e sentir na escultura.
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